Brasileira vence e está na final da "Copa do Mundo" da gastronomia

15/02/2016 | Fonte: revistagosto

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A brasileira Giovanna Grossi, alagoana de 24 anos, acaba de garantir vaga na final do Bocuse D’Or, competição que é considerada a “Copa do Mundo” da Gastronomia.

Foi no apagar das luzes de sexta-feira, dia 12, que a brasileira, junto a sua equipe – liderada pelo chef Claude Troisgros -, ouviu o parecer que lhe abriu as portas para a final em Lyon, na França, em 2017.

Gastón Acúrio, festejado chef peruano do “Astrid y Gastón” e “La Mar”, foi o responsável por proferir as palavras que montaram o pódio da etapa latina do Bocuse D’Or, no México.

Equipe que acompanhou a brasileira, Giovanna Grossi (na foto, com o troféu), na etapa mexicana do Bocuse D’Or.

Em terceiro, o guatemalteco Marcos Saenz Gonzalez (prêmio de 3 mil euros); na segunda colocação, a uruguaia Jessika Toni (5 mil euros), e, no lugar mais alto, Giovanna, premiada com 8 mil euros.

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Os três conquistaram o direito a participar da 30ª edição da finalíssima francesa, em janeiro do ano que vem, junto a outros 22 países.

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Filé mignon e acompanhamentos preparados para a competição.

Criado pelo grande chef Paul Bocuse, a competição que leva seu nome surgiu em 1987. O francês é o único a sustentar 3 estrelas do Guia Michelin por 50 anos consecutivos.

Para a prova dos pratos: obrigatoriedade do peixe, em um, e do filé mignon, em outro; ao todo, 10 concorrentes se dividiram ao longo de dois dias – com 5 horas de tempo de preparo para o peixe, e 5 horas e 35 minutos para a carne.

Prato de tilápia a vácuo sobre acelga fermentada, mandioquinha, farinha de uarini, tufu de banana-da-terra com mandioca e papoula, além de tartar de camarão com aspic de jambu por cima e molho de quinhapira (caldo de peixe) com tucupi.

Laurent já havia comentado, durante apresentação concedida na sua Escola de Arte Culinária, em São Paulo, em fevereiro: “Dei total liberdade para Giovanna trabalhar os pratos. Há um toque feminino inegável, o que confere identidade ao que vamos apresentar”.

Sobre seu trabalho para a competição, a chef brasileira adiantara: “É intenso. Temos que acertar ainda algumas coisas, estamos cronometrando tudo para que a execução esteja dentro do tempo”.

Esforço devidamente recompensado. Agora, Giovanna Grossi – acompanhada de torcida animada que a incentivou durante o preparo dos pratos, no Sirha, evento que acolhe o Bocuse – está a um passo (ou prato) de alcançar o inédito primeiro lugar da Copa do Mundo da gastronomia.