Tempero brasileiro

10/02/2017 | Fonte: Gps Brasília /Online

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Você já ouviu falar na Bocuse d'Or? A competição de culinária é a maior do mundo e acontece emLyon, na França, a cada doi anos. Na edição de 2016, a 30º do evento, o Brasil foi representado pela primeira vez por uma mulher. Nas caçarolas, a chef alagoana Giovanna Grossi apostou em ingredientes a là Brasil como mandioquinha e jiló.

Infelizmente, diferente do futebol, o Brasil ainda está caminhando na gastronomia. A equipe de Giovanna ficou em 15º lugar. No pódio, o americano Mathew Peters conquistou o primeiro lugar, seguido pelos noruegueses, comandados pelo chef Christopher William Davidsen, e então os islandeses, com o chef Viktor Andrésson liderando o time.

Com apenas 24 anos, Giovanna venceu a etapa nacional do concurso em 2015, no Rio, e se destacou na etapa continental, no México, em 2016. Para a edição mundial, Giovanna foi preparada pelo chef francês Laurent Suaudeau.

Na edição de aniversário de 30 anos da competição, o comitê organizador inovou o concurso e propôs os temas dos dois pratos preparados pelos competidores. Como forma de relelmbrar a primeira edição do Bocuse d'Or, o prato apresentado em bandeja foi o ‘Frango de Bresse com mariscos’ baseado em uma interpretação da famosa versão lionesa de ‘frango com lagostim’. O segundo prato deveria ser 100% vegetal, apenas com legumes, sementes, verduras e cereais, uma novidade na disputa.

Na releitura do Frango Bresse com Marisco, Giovanna montou um mosaico de lagosta com molho homardine. O acompanhamento que roubou a cena foi as garras de lagosta com vegetais crocantes, palmitos e coulis de cambuci. Já no prato vegetariano, a chef abrasileirou e escolheu o tema Aquarela de Vegetais Brasileiros. O prato, com quatro elementos, contou com alguns vegetais bem brasileiros como a mandioquinha e o jiló.

Talento nato

Desde pequena é habituada com o ambiente de cozinha, já que os pais eram donos de um restaurante Alagoas. Aos 19 anos se formou em gastronomia na faculdade Anhembi Morumbi e, logo depois, começou a estudar no rígido Instituto Paul Bocuse. Na trajetória, trabalhou ao lado de grandes chefs em restaurantes estrelados como a Maison Pic e Taillevent, ambos na França, e Quique da Costa e Espai Sucre, na Espanha.

A saudade do Brasil a levou a participasse da seleção brasileira para o concurso Bocuse d’Or. Seu talento garantiu que fosse selecionada em primeiro lugar para representar o Brasil na etapa da América Latina.